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Comportamento

Um texto para as minhas saudades

Hoje eu estava pensando sobre como a palavra saudade se tornou corriqueira na minha vida. Não só na minha, é óbvio. Mas hoje eu quero falar um pouco sobre as minhas saudades, aquelas que afundam dentro do meu peito. Sabe o que eu sinto? Saudade de não sentir saudade. Sinto saudade de estar com o coração tranquilo ao saber que o que sinto falta pode ser vivido de novo em breve. Hoje eu sinto saudade sem saber quando vou matá-la e isso tem doído muito. Tem, a cada dia, dado uma fincada incômoda no meu peito que, por mais que eu tente encontrar soluções, não sei como resolver.

Hoje senti saudade de sentir o vento no rosto sem medo.
Ontem estava com saudade de encontrar uma amiga na rua e ganhar um abraço apertado.
Amanhã vou sentir saudade também. Essa é a única certeza que tenho.
Também sinto muita saudade de abraçar. Sabe aquele abraço que você some no peito da outra pessoa e perde os minutos naquele momento? Pois é, que falta sinto.
A falta de sentar numa café lendo um livro sem qualquer ansiedade aparente.
A falta de não sair de casa só porque eu quero ficar queitinha embaixo das cobertas.
Ou sair mesmo tendo as minhas questões de fobia social em certos ambientes e lutar contra isso para aproveitar o máximo possível. Olha isso: até de um trauma eu estou com saudades.
Por falar em traumas, eu sinto falta de correr o risco de me apaixonar. Sabe aquele risco de quando você vai em um encontro com uma pessoa que quer muito conhecer? Pois é.
Sinto falta do frio na barriga de saber como vai ser o depois. Mas que depois é possível pensar agora? Que encontro é esse que a gente não sabe quando será possível ter.
Saudades de encontros – com minha avó e seu abraço carinho que não sinto desde março de 2020, de ficar agarrada nas minhas amigas em uma noite qualquer. Saudade do meu encontro comigo mesma também antes disso tudo.
Eu não sei mais onde encontrar quem eu era antes e também não sei como vai ser meu encontro comigo mesma quando tudo isso passar.

Minhas saudades são muitas no momento e me doem muito, por isso quis falar um pouquinho sobre elas agora. Espero que em um futuro próximo eu não lembre mais de todas elas. Não quero que me façam falta.

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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