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Será que a gente anda se pressionando demais?

Faz tempo que eu ando pensando muito na minha vida, em tudo que já passei, o que passo e, principalmente, no que ainda vou passar. Chamo isso de “crise existencial”. Não sei se uso o termo corretamente, mas é a melhor maneira que consigo descrever tudo que venho sentindo – e me afligindo. Outro dia fui jantar com uma amiga que está neste mesmo momento, o de pensar demais. Aí, conversamos muito sobre isso e chegamos a uma só conclusão: a gente se pressiona muito e o tempo todo sem nenhuma necessidade.
Eu nunca fui de reclamar sobre a chegada da segunda-feira ou comemorar o início do final de semana. Para mim, todos os dias tinham que ser igualmente incríveis, de festa. Assim, ainda continuo pensando que a gente deve extrair algo bom de cada momento, mas, quando a segunda bate à porta, só fico pensando em como queria que o final de semana fosse mais longo. Quando a sexta-feira chega, comemoro não por ser um dia para sair com os amigos, mas sim por poder dormir até mais tarde no sábado. Aí, ainda no sábado, nem penso em sair de casa. Só quero ficar na minha cama, descansando. Domingo então, ixx… Não contem comigo nem para ir à esquina da minha rua. É tão errado viver assim que não consigo nem explicar!
Ruim, né? Você com 21 anos de idade e só pensar na sua cama. Só que, gente, igual eu estava falando com a minha amiga, isso não tá certo. Quando a responsabilidade de uma vida adulta bate à porta, a gente não deve deixar de viver por causa dela. Isso acarreta em monte de problemas (de saúde, solidão e muitos outros!). Trabalho – e muito!, mas sei muito bem que estou num caminho errado, que estou deixando de me divertir, de ter um pouco de lazer de qualidade (fora da faculdade e do trabalho, por favor!), tudo isso por causa da constante preocupação de um futuro totalmente desconhecido e assustador. 
Só que aí me pergunto: é necessário se preocupar e pressionar desse jeito? Não, não é. Penso o tempo todo em ter um bom emprego quando formar, em me firmar em minha profissão, ter uma vida satisfatória – pessoal e profissional, enfim, em ser mais feliz do que sou no momento. Acho que sim, a gente deve sempre se esforçar em todos os projetos que temos em nossa vida, mas quando todo esse esforço nos faz infeliz, é hora de repensar. 
A gente tem tanto medo de frustrações, que a acaba se frustando ainda mais por causa desse receio. Pelo menos, este é o meu caso. Ninguém garante que eu pirando desse jeito vou conseguir o meu emprego dos sonhos quando me formar ou ter a vida “perfeita” que imagino na minha cabeça. É assustador pensar nisso e não podemos viver refém desse medo, sabe? Temos que ir fazendo nossas coisas, construindo nossos caminhos de uma forma saudável, de um jeito que fiquemos com um sorriso no rosto ao final do dia e ânimo para tentar coisas novas.
Tem uma música bobinha, 22, da Taylor Swift, que sempre me faz pensar nos momentos que estou perdendo por “me esforçar demais” para ter o futuro dos meus sonhos. Acho que ela me deixa pensativa principalmente por eu estar prestes a fazer 22 anos e saber que ainda sou muito jovem para me sentir tão desanimada, chata e cansada. Vejo o clipe e consigo imaginar a maneira que eu queria meus dias: com meus amigos, me divertindo, sendo boba o tanto que eu quiser, com um grande sorriso no rosto, fazendo farra, enfim, todas aquelas coisas incríveis que a gente faz quando é jovem e, no futuro, conta para os netos numa reunião de família. Ainda dá tempo para começar a viver de verdade e com menos preocupação na cabeça, né? Eu espero que sim!
Imagens: Pinterest

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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