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Obrigada, Carnaval de BH

Minha cidade é incrível, eu sei. Me irrita às vezes? Demais da conta. Mas se eu amo? Ôh, e como! Mineiro tem uma coisa absurda. A magica do mineiro é absurda e você que não daqui, mas já esteve no estado, pode afirmar isso, tenho certeza. Não é só o charme do sotaque, o jeito aparentemente recatado e comida gostosa. É muito mais! Mineiro sorri facilmente, é sempre aberto, divertido, gosta do simples, mas que enche o coração, sabe? Tudo isso que a gente tem parece triplicar no Carnaval. 
Ano passado eu também fiz um post sobre a festa que tomou as ruas de BH, mas neste ano foi bem mais intenso, bem mais vivido. Não saí todos os dias porque não tenho pique, mas enquanto estive na rua só sentia energia boa vinda de todos os cantos. Existe, claro, quem não goste de Carnaval. Eu adoro, mas tenho minhas preferências. Por exemplo, fujo de Ouro Preto, Diamantina e tenho certo pavor da micareta aberta da Savassi, aqui Belô mesmo. Mas os blocos de rua, aaaaah, quanto amor.
Fui em quatro blocos e encontrei tanta gente querida, tanta coisa boa… Bloco para quem gosta de jazz, marchinhas, rock, axé e pagode dos anos 90, música brega, samba, e mais um monte no ritmo do tambor. Pulei alguns famosos, como o Baianas Ozadas, que é incrível, mas muito cheio. Gosto de ouvir a música, sentir o clima, e num bloco com mais de 100 mil pessoas fica difícil. Mas a programação estava tão recheada que fui para outras bandas e  acabei conhecendo novos grupos, como o Batiza, o melhor neste ano para mim. 
Você vê crianças fantasiadas, idosos nas janelas (enchendo garrifinhas de água para os foliões, acreditam? Fofos!) ou na rua com máscara tacando confetes, famílias inteiras se divertindo, amigos aproveitando cada segundo da folia… É meio mágico, sabe? Coisa de quem gosta de se divertir e só. Fico feliz por ser um Carnaval livre, uma maneira de ocupar o espaço público com cores e energia, longe daquela coisa de micareta, com abadá, reis de camarotes, pegação quase que obrigatória, música chiclete e tantas outras coisas que me faziam querer dormir durante quatro dias diretos. 
Hoje, citando Novos Baianos (que eu amo fortemente!), digo que “minha carne é de carnaval”. Estou triste por ter acabado e feliz por ter aproveitado. Feliz por Belo Horizonte ter ficado tão linda, animada e acolhedora. Feliz por ter festejado todos esses dias com amigos que não via há tempos, ter tido um milhão de encontros cheios de abraços e sorrisos afetuosos – e logo num momento em que me peguei triste por coisa boba, sabe? A energia é tanta que quero levar um pouquinho dela em todos os outros dias do ano até o próximo carnaval para renová-la e, mais uma vez, explodir de felicidade. <3
“Minha carne é de carnaval, o meu coração é igual…” – Swing de Campo Grande, Novos Baianos
Fotos: Lara Dias deslumbrante e parte desse Carnaval do amor! 

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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