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O dia em que eu quis fugir com o circo

A gente, que está na casa dos 20 anos, não viveu a magia do circo como nossas mães e avós. Conversando com a minha vovó, ela me contou que a coisa mais comum em sua juventude era ver mocinhas abandonando suas casas e indo viver a magia da arte circense. Eu nunca entendi muito bem o porquê. Fui ao circo poucas vezes, tenho muito medo de palhaço e ficava com dó dos animais que eles utilizam nos números. Aí, há algumas semanas, fui assistir o espetáculo Corteo, do Cirque du Soleil, e aí sim entendi e tive a mesma vontade que as moças da época da minha avó.
Todo mundo que assiste os espetáculos do Cirque du Soleil fica meio que anestesiado, encantando e vivendo num mundo paralelo. Não é exagero não. Quem assistiu entende o que eu digo. É difícil acreditar que os artistas lá no pouco são pessoas como eu e você que está aí lendo o post. O roteiro de Corteo, baseado no funeral de um palhaço, foi desenvolvido de uma maneira tão mágica e bem feita que, juro, parece efeito especial.

Quando cheguei ao local da apresentação, sentei com a minha amiga praticamente na beira do palco e, nossa, a vontade era simplesmente levantar da cadeira e subir para me juntar aos artistas. Meu sorriso era constante e minhas mãos doíam de tanto bater palmas. Com movimentos envolventes, coisas totalmente inacreditáveis e uma história engraçadinha, queria ficar ali a noite toda. 
O ponto alto da noite foi ver a anã do circo, Valentina (nome lindo!!), voado acima do público com balões amarrados ao seu corpinho. Quando ela ia descendo, o palhaço pedia pra gente jogá-la pra cima novamente. Pena que a Valentina não veio perto de mim, queria muito ter segurado seus pezinhos de boneca. O riso dado por ela enquanto subia palco acima era a coisa mais fofa do universo. No final do espetáculo, queria trazê-la para casa. 
Todos os artistas do Cirque du Soleil tinham uma aura diferente, algo que fazia com que eles não parecessem humanos. E, nossa, a simpatia deles no palco era uma coisa absurda. As gracinhas que faziam falando sobre comidas típicas daqui de MG, das nossas cidades, imitando nosso sotaque e arriscando um pouco de português me arrancaram boas risadas. 
Com tecnologia de primeira, banda tocando as músicas incríveis do espetáculo ao vivo e cenas de tirar o fôlego, a companhia mostra o porquê de ser tão aclamada: ela consegue envolver o publico com cada gesto, cada movimento, sem fazer com que a gente se mexa na cadeira e, no final, sair do local da apresentação com aquela vontade gigante de fazer do corpo arte e fugir com eles para viver neste mundo de pura magia. <3

Imagens: Divulgação
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Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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