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{moda} Novos ideias para o clássico

No último sábado eu recebi um convite muito legal: participar da banca de avaliação dos formandos de moda da universidade FUMEC. Uma honra, né? O projeto da maioria dos alunos era apresentar um desfile com coleção própria. Vi muita gente bacana por lá, com propostas diferentes e até mesmo ousadas. 
Antes mesmo do evento, a coleção da formanda Ana Ballesteros já tinha me chamado atenção porque, né, a gente não vê muitas criações masculinas bacanas sendo tão divulgadas (e criadas) como acontece com a moda feminina. Conversei com a Ana e ela me contou que sua coleção, chamada “Achados e perdidos”, tem o objetivo de dialogar com o novo homem, moderno. “Escolhi o tema mais masculino de todos, a alfaiataria, que está no imaginário de todos como símbolo de elegância, masculinidade e beleza”, diz.
O nome da coleção é para referenciar o que se perde no tempo e no espaço por uns e é encontrado por outros. “Ciclos, movimento, urbano, ágil, aqui é agora, lá, daqui a pouco, são palavras que contam um pouco da coleção”, completa. Nessa ideia cíclica, resgatar a alfaiataria “perdida” e traze-la para o dia a dia de uma maneira moderna e usável também é um objetivo da estilista.
As peças de Ana têm um ‘q’ de nostalgia, sentimento representado por gola reconstruídas, forros e bolsos que vêm à tona mostrando que ali existe, sim, um trabalho de alfaiataria, mas mais moderno, urbano e atual. Eu perguntei à estilista se ela pode dizer que a sua ideia é desconstruir o clássico e ela me disse que não se acha prepotente ao ponto de mudar uma fórmula já existente. “Clássico é clássico e ponto final! Mas posso dizer que minha coleção apresenta uma dinamizada nas formas e feitio dos clássicos”, afirma.
Para fechar, claro, como uma peixinha nova no mercado, quis saber o que a Ana espera do seu futuro aa moda e também dos rumos do seguimento, principalmente aqui em MG. A resposta? Aquela que eu acredito e já esperava: libertação, sobretudo na moda masculina. “Eu espero que o homem, brasileiro, continue nessa crescente de pouco em pouco adaptar e acrescentar ao seu guarda roupa cores, tecidos, padronagens, recortes, enfim, permitir-se sem preconceitos”, fecha – com chave de ouro.
Além da coleção em si, o desfile da Ana foi muito bom e fiquei feliz ao vê-la entrando na passarela ao lado de seus modelos com aquela carinha de dever cumprido. Vejam só o vídeo: 
Lindo! E boa sorte para a Ana. Potencial ela tem, não acham? 😉
Imagens: Divulgação
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Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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