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Lupita Nyong’o está na capa da Vogue de novo – e eu estou no chão!

Lupita Nyong’o, pra mim, é uma das maiores figuras públicas na luta da representatividade negra e contra o racismo que temos atualmente. Conhecemos a moça a fundo há pouco tempo, quando ganhou o Oscar de melhor atriz coadjuvante pelo seu trabalho no magnífico “12 anos de escravidão”, mas, mesmo que muita gente ainda não a conheça, o trabalho que faz pelos negros é de se aplaudir de pé.
Capa da edição de setembro da Vogue EUA em 2014, a atriz volta a estampar lindamente a revista para a edição de outubro deste ano. Como fiquei ao vê-la pelas lentes de Mario Testino? Isso mesmo, caidinha no chão!
A chamada de capa já me arrepiou todinha: “Eu quero criar oportunidades para negros”. Quando digo que representatividade importa, é disso que estou falando. É sobre ter alguém como Lupita para me inspirar e saber que, assim como eu, ela luta por igualdade e faz questão de mostrar isso a todo momento para que outros negros possam ter força para lutar também.
Em trecho da entrevista, ela diz: “Eu quero criar oportunidades para outras pessoas de cor, porque sou sortuda o suficiente de ter uma plataforma para fazer isso. É por isso que ‘Eclipsed’ [peça na qual atuou] e até ‘Rainha de Katwe’ [um de seus próximos filmes] são tão importantes, pois servem para mudar a narrativa e oferecer uma nova visão da identidade africana.”
As fotos para matéria foram feitas no Quênia, país em que a atriz cresceu – pra quem não sabe, ela nasceu no México. O local foi escolhido para que a bonita mostrasse ao mundo a vila onde viveu e também as pessoas e os cenários que fizeram parte de toda a sua vida. Além de Pantera Negra, o próximo grande trabalho de Lupita é A Rainha de Katwe, uma produção que se passa na região da Uganda (ela está com os atores do longa na foto acima).
Esta na foto acima é a avó paterna da Lupita, Dorca. Aos 96 anos idade, com esse brilho na pele e sorriso no rosto, ela comanda no país uma instituição para pessoas pobres e crianças orfãs que moram na região. E abaixo estão os pais da atriz, Peter e Dorothy. Ele é um senador que representa o condado de Kisumu e ela diretora administrativa da Africa Cancer Foundation. Na próxima imagem, os estudantes da escola Ratta, no Quênia.
Ainda sobre representatividade e ativismo negro, ela diz à revista: “O padrão de beleza europeu afeta todos nós. Lembro que no começo dos anos 2000 tinha um anúncio na TV com uma menina que não conseguia emprego. Então ela usava um produto, clareava a pele e conseguia o trabalho”. (…) “O endeusamento da pele mais clara é uma coisa comum em Nairobi. Somos levados a acreditar que há alguém melhor que nós.”Acho que nem preciso falar nada sobre o que ela diz acima, né? Só posso, infelizmente, com experiência própria, concordar.

Vou comprar a revista no mês que vem para ler a matéria completa, mas já adianto que estou orgulhosa. Me sinto muito bem ao ver mulheres como Lupita me representando. Cresci numa sociedade em que quem me representava, como mulher, não tinha nada a ver comigo – ou seja, sem representatividade alguma.
Então, quanto mais eu ver meus iguais em capas de revista, na TV, no cinema ou em qualquer outro lugar em que possam se posicionar de forma inspiradora, mais esperanças vou ter pelas crianças negras que vêm aí no futuro. 🙂
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Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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