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Livro de cabeceira: Marilyn, de Norman Mailer

Da lista de livros que eu mais queria ler neste ano, estava Marilyn, de Norman Mailer. Sempre gostei muito da Marilyn Monroe e, de tudo que li sobre ela, tentava absorver a determinação na atriz. Não conhecia muito sobre a sua história, por isso queria ler uma biografia para saber um pouco mais sobre sua vida. Aí, comprei o livro, li, absorvi cada linha e fiquei meio chocada com tudo que aconteceu na vida dela e como ela lidou – ou não – com os fatos. 
• Autor: Norman Mailer
• Páginas: 347
• Editora: Record
• Sinopse: Edição comemorativa de um clássico de Norman Mailer, um dos mais brilhantes escritores norte-americanos, vencedor do Prêmio Pulitzer por duas vezes e cultuado autor de livros essenciais, como A luta. Marilyn, publicado agora com nova tradução, é a memorável biografia de um dos maiores ícones da Era de Ouro do cinema. Em um relato ao mesmo tempo realista e poético, Mailer mostra uma Marilyn Monroe diferente: manipuladora, inteligente e extremamente determinada. Muito distante da imagem de loura ingênua, mimada e sortuda, que atuava por intuição, o autor nos apresenta à verdadeira estrela, que desempenhou seu trabalho de maneira brilhante e sucumbiu à depressão no auge da carreira.
• Resenha: Não sou muito acostumada a ler biografias. Tenho poucas na minha estante e, geralmente, demoro muito para lê-las. Digo isso porque, geralmente, as histórias são densas, requer tempo para pensar e absorver os personagens. Eu demorei um pouco para ler Marilyn porque densidade parecia ser o seu sobrenome. 
O livro conta a história da atriz desde quando ela era criança. Tudo que aconteceu em sua infância nos ajuda a compreender, e muito, o que rondou sua vida e a forma trágica como ela terminou. Desde pequena Marilyn era o que a gente já sabia: carismática, linda, desejável e também dramática e manipuladora. É meio assustador ver como as coisas em sua vida se desenrolaram.
Eu gostei de conhecer um pouco mais sobre a atriz. É difícil resenhar biografias porque é complicado falar sobre alguém real. Resenhas de ficções, mesmo com histórias mais densas, são mais fáceis de fazer. Sem falar que, a personagem em questão, Marilyn Monroe, é difícil, densa, intragável e inspiradora a sua maneira.
O autor descreve a atriz como um símbolo sexual. Ela realmente era, mas não sabia que chamava tanta atenção como ele conta no livro. Ao ler a biografia, sempre quando este assunto era tocado, imaginava os homens implorando por sua atenção, um sorriso ou uma noite de amor. Só não sei até que ponto toda essa veneração foi boa para ela. 
Ao ler o livro, fiz uma viagem no tempo. Me imaginei vivendo com Marilyn, sentindo toda a pressão que ela fazia em si mesma. É sufocante ler como a própria atriz exigia o melhor, que fosse a melhor, mais bonita, que tudo atingisse a perfeição. Isso explica a sua insegurança. Marilyn Monroe, mesmo sendo quem Marilyn Monroe, era insegura. 
Sabia que iria gosta do livro mas, mais do que uma história, encontrei ali um aprendizado. Às vezes a gente vê essas mulheres famosas, que parecem ter o mundo aos seus pés, mas não sabemos nem um pouco sobre o passado delas, o que as atormentam, os fantasmas de suas vidas. Os de Merilyn era assustadores, conflituosos e, infelizmente, ela não conseguiu superá-los. 

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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