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Livro de cabeceira: Estilhaça-me, de Tahereh Mafi

Lembro que há um bom tempo eu queria muito, mas muito mesmo, ler Estilhaça-me. Acompanhando meus blogs de livros favoritos, sempre lia resenhas positivas sobre ele, gente falando que era a coisa mais incrível do mundo. Pois é, agora, me sinto uma alienígena por não ter gostado do livro, achado a linguagem super estranha e, para completar, querer eliminar umas 200 páginas da história e deixar somente o final.

• Autor: Tahereh Mafi
• Páginas: 304
• Editora: Novo Conceito
• Sinopse: Juliette não toca alguém a exatamente 264 dias. A última vez que ela o fez, que foi por acidente, foi presa por assassinato. Ninguém sabe por que o toque de Juliette é fatal. Enquanto ela não fere ninguém, ninguém realmente se importa. O mundo está ocupado demais se desmoronando para se importar com uma menina de 17 anos de idade. Doenças estão acabando com a população, a comida é difícil de encontrar, os pássaros não voam mais, e as nuvens são da cor errada. O Restabelecimento disse que seu caminho era a única maneira de consertar as coisas, então eles jogaram Juliette em uma célula. Agora muitas pessoas estão mortas, os sobreviventes estão sussurrando guerra – e o Restabelecimento mudou sua mente. Talvez Juliette é mais do que uma alma torturada de pelúcia em um corpo venenoso. Talvez ela seja exatamente o que precisamos agora. Juliette tem que fazer uma escolha: ser uma arma. Ou ser um guerreiro..
• Resenha: Quando comecei a ler o livro, super estranhei a linguagem. Mas, tudo bem, achei que iria me acostumar rapidamente com o jeito peculiar da escrita. O que acontece é que eu senti certo exagero na narrativa, sabe? A coisa da autora repetir os pensamentos e falas da personagem serviam, ao meu ver, para enfatizar todo esse desespero que ela passava/enfrentava. A sensação vinha direto para o leitor. Conseguir sim sentir toda a agonia da Juliette. A ideia é incrível, mas, no final, pelo exagero, já havia se tornado irritante para mim.
A história também tinha tudo para ser legal, mas acho que a autora deveria ter focado mais na revolta que acontece, na luta contra do Restabelecimento, na ideia de distopia. As partes de toda a paixão da Juliette pelo mocinho do livro, o Adam, me cansaram um pouco. Ele era muito conveniente para ela. Quem leu/ler vai entender porque digo isso. O vilão, que encantou muita gente com sua mente perturbada, também não me desceu. Não sei explicar o porquê. Acho que, como eu já estava irritada com a história, não consegui me simpatizar nem pelos personagens.
Achei todo o livro muito arrastado. Ficava cansada depois de ler algumas páginas dele e não tinha vontade de continuar. Eu não sou muito de abandonar livros, por isso não deixei Estilhaça-me de lado. Ainda bem, porque nas últimas 50 páginas a trama finalmente decola, com a introdução de novos personagens e com uma revelação bem legal que deixou um super gancho para a continuação.
Li esse finalzinho em poucas horas e, mesmo tendo me irritado com boa parte do livro, fiquei com vontade de comprar a sequência. O final foi tão bacana, mas tão bacana, que me deixou bem afim de entender um pouco mais do universo criado pela autora e também para saber qual é o caminho que os personagens vão tomar e um pouco da personalidade deles.
Não sei quando vou dar uma chance à sequência de Estilhaça-me, mas espero que a autora controle um pouco o exagero das emoções da personagem principal, que a deixa chata e repetitiva. Tentei ser compreensiva com o sofrimento de Juliette mas, infelizmente, não deu. Duas estrelinhas, e só. 

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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