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Divagações: sobre o receio de se jogar

Quem me conhece sabe que eu sou uma pessoa receosa. Daquelas que sempre pensa duas vezes antes de entrar numa situação, leva o instinto como o principal dos guias, principalmente no quesito emocional, e demora a confiar nos outros. Sou escorpiana, gente, eu não poderia ser de outro jeito, né? Apesar de, em vários momentos, me orgulhar de ser assim, às vezes todos esses pensamentos secundários e pés (sim, os dois!) atrás me tiram o sono.
Tenho uma amiga que se joga, sem medo, sem ressalvas. De certa forma, queria ser como ela. Destemida, sabe? Impulsiva. Às vezes é bom não pensar. Ela, pelo contrário, em alguns momentos, queria ser igual a mim. Segundo ela, ter a minha cautela evitaria que caísse em situações desconfortáveis. Como quando ela se entregou a um menino (é, menino, porque não dava para chamar o sujeito de homem, rs) que parecia ser legal, mas no final das contas era o rei dos babacas machistas. Minha amiga disse que se a situação fosse minha, eu teria sentido de longe que era furada. 
Sempre explico para a minha amiga que a minha intuição tem muito medo envolvido. Medo nem tanto, na verdade. Tem mais aquele receio de “vai que não dá certo”, “vai que ele faça sacanagem comigo”, “e se eu sofrer” ou “se isso não for o que eu quero”. Apesar de querer ser mais receosa, ela sempre me responde: “vai valer a experiência”. E, esses dias, eu tenho concordado tanto com isso… 

Nunca traio de minha intuição ou o meu “dom”, como diz minha avó, de sentir energia ruim vindo das pessoas – mesmo sem ao menos estar perto delas! Se eu sinto do fundo do meu coração que algo não é certo, eu fico na minha, não me arrisco. Mas tenho tendado separar a intuição do medo, do receio. Falar o que quero falar independentemente da reação das pessoas. Se eu amo, vou falar que amo. Se eu quero, vou falar que quero. Se tenho confiança, vou confiar. Como sempre me dizem, o não eu já tenho. Vale a pena correr atrás do sim.
E tenho percebido também que não é bom ficar se concentrando na resposta do outro. O “eu também” quando você diz que está com saudade, por exemplo. Às vezes, só tirar o peso das costas ao dizer o que sente vale a pena. Tudo bem se não for recíproco, tudo bem mesmo! Pode ser que a pessoa não sinta o mesmo ou ela também pode estar receosa de dizer o que sente. Tudo bem, de verdade! O não sempre vai vir, a recíproca nem sempre é verdadeira. A vida é assim. Você não vai, nem deve, quebrar por causa disso- emocionalmente falando.
Só de ter colocado isso em prática em algumas situações das últimas semanas tenho me sentido melhor, mais leve. Apesar do receio, muitas vezes, nos salvar, ele também pode ser um chumbo nas costas, que te impede de viver, seja um amor, uma nova experiência profissional, uma viagem inesquecível e mais um monte de coisas. Confie sempre na sua intuição, mas não deixe que ela seja contaminada pelo medo. Intuição para guiar e só. Medo trava e nada que te prende deve ser lavado a frente, certo? 

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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