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Divagações: Sobre as semanas de moda

Foto: Pinterest
Eu amo demais a profissão que tenho e, mais do que isso, amo incrivelmente a área em que tenho o prazer de trabalhar todos os dias: moda. O meu carinho pelo tema vai muito mais fundo do que parece. Talvez eu não use todas as roupas que quero/gosto no momento, porquê, como já comentei antes, estou passando por uma… Reestruturação de imagem. E isso vem de dentro para fora e o meu lado de fora está começando a acompanhar essa mudança aos poucos.
De qualquer maneira, muita gente pode discordar comigo, mas uma coisa que eu amo de paixão é cobrir São Paulo Fashion Week. Infelizmente, no momento não posso cobrir o evento como quero, mas quem sabe mais para frente. E, confesso, não é só do barulho que eu gosto nesse tipo de evento é, realmente, da moda. Uma coisa que eu sinto que se perdeu nos últimos tempos é apreciação pelo que se é apresentado nas passarelas. Para mim, moda não é só a roupa que eu compro para usar no trabalho todos os dias, mas também pode ser uma obra de arte, uma forma de expressão tão forte que represente uma geração, uma época, um movimento (lembra dos hippies?).
Pois bem, isso, eu realmente sinto, se perdeu um pouco. Claro que tudo aqui não passa da minha humilde opinião. Mas é engraçado, há mais ou menos cinco anos comecei a me envolver nesse mundo e é interessante perceber como, de lá para cá, quase tudo mudou. O que eu sinto é que a briga de egos, de looks do dia, de ‘sou mais fashion do que você’, de ‘sou do blog tal então eu cubro o backstage e você jornalista de um portal menor não’ (sim, isso já aconteceu comigo). 
Sinceramente, moda, para mim, é uma forma de expressão, acima de tudo. Você tem que vestir o que você gosta, o que combina com você o que faz de você quem você é. E ninguém, no mundo, pode te julgar por sim. Não serei hipócrita, sim já critiquei (e muito) roupas de mil pessoas que vi na rua. Novamente, já disse isso aqui antes, é algo que estou trabalhando para mudar em mim. Mas eu não tenho direito de fazer isso, da mesma maneira e na mesma intensidade que não quero que façam isso comigo.
O mais importante das coleções apresentadas em uma semana de moda para mim não são as ‘tendências’ (meu deus, como eu detesto essa palavra) que elas vão levar para fora das passarelas, mas sim a representação, releitura ou visão que um artista (sim, porque eu considero estilistas artistas) tem de uma certa realidade ou recorte dela. E isso, para mim, é mais legal do que qualquer outra coisa.
mais do que isso, eu também adoro essa conversa entra o dentro e fora da passarela. E, como nos últimos tempos, o fora parece influenciar bastante o dentro. mas que fique claro que é o fora (isto é, o streetstyle) realmente original, autêntico e que representa uma personalidade verdadeira.
Já quis muito ser ‘igual a todo mundo’, ‘usar o que todo mundo usa’ e mais mil clichês que as revistas de moda mensalmente publicam por aí. Mas descobri, por meio da moda, vejam só, que isso não vai funcionar para mim nunca. Desde pequena fui diferente na forma de me expressar, pensar e vestir. Isso não vai mudar agora. Mas eu percebi, por meio da profissão e da minha participação nesses eventos, que ser igual a todo mundo até pode me colocar na próxima edição da revista X, mas ser eu mesma é muito mais legal, justamente porque, igual a mim, não existe ninguém.
Então eu digo: SPFW me ajudou a deixar de lado a chapinha, arriscar um batom vermelho de vez em quando, deixar os tênis para trás e adotar sapatilhas e botas full time. também me ensinou a ser um pouco mais vaidosa. Não porque quero ser clicada nos corredores da Bienal, mas porque autoconfiança e autoestima são muito mais importantes do que qualquer bolsa Chanel.
Enfim, o que eu queria, de verdade, era deixar registrado aqui o meu amor por essa arte que, cada vez, faz de mim eu mesma e que, apesar das brigas de egos constantes por atenção, me faz cair de amores todos os dais por diferentes realidades e visões de mundo.

De Marcela Colasurdo De Mingo, jornalista e a blogueira por trás do Manias de Moça


Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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