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{comportamento} Os defeitos que os outros inventam pra gente

Desde pequena sou uma pessoa cheia de complexos. Todos eles, claro, afetaram muito a minha auto estima quando eu era criança/adolescente. Todo mundo já passou por aquela fase em que os amiguinhos tiravam sarro e etc, isso é normal. Mas algumas pessoas reagem de uma forma diferente, negativa consigo mesma e começam a acreditar, de fato, nos defeitos que são apontados pelos outros. Ou, no meu caso, olham no espelho e enxergam a pessoa mais horrorosa do mundo. 
Três pontos que os outros falavam e me incomodavam quando era mais nova: meu peso, minha boca e minha testa. O primeiro, muito baixo, sempre foi alvo dos meus coleguinhas na escola. Me chamavam de Olívia Palito para baixo. Incomodava, claro. Tanto que várias vezes pedia à minha mãe remédios que me ajudassem a engordar. Pois é!
O meu peso foi a primeira coisa que eu deixei de lado porque ganhei corpo muito rápido. Continuo magra, mas tenho curvas, um corpo que me agrada muito. Sobre minha boca, ou beiço de mula, como fui apelidada por um bom tempo, demorei um pouco mais para aceitá-la. Com uns 16 anos isso mudou. Os blogs femininos me ajudaram muito porque foi nessa época em que comecei a ver o poder dos batons – e passei a achar meus lábios uma das partes mais bonitas do meu corpo. 
A testa, aaah a testa, é grande mesmo. Mede quase um palmo e eu não estou brincando. Sempre quando vejo alguém falando da Rihanna e da sua igualmente gigantesca parte de cima do rosto, penso: que povo idiota! O rosto da mulher é lindo e eles se apegam ao que consideram defeito. Se apliquei essa conclusão à ela, porque não trazê-la para a minha vida também?
Se uso franja há tanto tempo, é para esconder minha testa de bigorna, como os meninos da escola me chamavam. Hoje, estou deixando a franja crescer, quero parar de usá-la e, quer saber? Minha testa é gigantesca mesmo, então, lidem com isso. 
Minha psicóloga, a quem recorro muito nos dias de hoje porque me faz um bem danado, me disse que aceitar esses defeitos que a gente (e os outros) inventa é crescer e perceber que, na verdade, eles nunca foram defeitos. E, assim como diz a frase que ilustra o post, ela sempre me diz que o defeito está na cabeça dos outros. Se apegar a essa pequeno ensinamento, me ajudou a me aceitar mais do jeitinho que eu sou e só mudar se eu quiser, não se os outros apontarem que algo está errado na minha aparência. 

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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