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{comportamento} O medo de não alcançar a felicidade

Quando alguém me pergunta qual é o meu maior medo, eu geralmente respondo que é não conseguir alcançar a felicidade plena. Mas aí, logo depois de responder, paro e penso: o que é a felicidade plena? É um amor? Dinheiro? Família? Uma boa casa? Não sei! Não sei qual é esse momento de êxtase em que você para e pensa: sou muito feliz.
O grande problema é que parece que nos apegamos muito mais aos momentos de tristeza. Já aconteceu de alguém perguntar a você como se sente e a resposta ser “estou feliz”? Comigo não, não que eu me lembre. Quando não estamos bem, fazemos questão mostrar a tristeza, de conversar sobre ela, de desabafar, compartilhar esse estado de espírito com os outros. Por que, heim?
Outro problema é que, muitas vezes, colocamos a nossa felicidade nas mãos de outras pessoas – seja um amor, uma amizade, a família, o bem material… Isso acontece com todo mundo e é um fato, infelizmente. A felicidade é um trabalho interno, é refletir sobre o que te faz feliz e não depender dos outros para mantar o sorriso no rosto e um coração tranquilo. 
Nem todo mundo é feliz o tempo todo. Nem sei se isso é possível! Acontece que, na verdade, a gente tem momentos de felicidade, partes dos nossos dias em que a gente se pega sorrido sozinho, satisfeito por algum acontecimento que, às vezes, nem é tão grandioso. Se prestarmos bastante atenção nesses momentos, perceberemos que somos, sim, muito felizes.
Mesmo sabendo disso tudo, o medo de não ser plenamente feliz, claro, existe. O que acho que pode ser feito é isso: tentar encontrar felicidade em pequenos momentos e nas pequenas coisas. Ela existe nesses lugares que são poucos explorados e compete o tempo todo com a tristeza. Se essa competição existe em você, coloque a sua tristeza e sua felicidade na balança. Veja o que pesa mais e esse medo, acredito, vai diminuir. 

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, blogueira e jornalista trabalhando há 12 anos com produção de conteúdo para a Internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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