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Algumas coisas que você pode aprender com o filme O Diabo Veste Prada

“O diabo veste Prada” está, com certeza, na minha lista de dez filmes favoritos da vida. Mais do que ser um filme sobre moda, ele é inspirador para a carreira para qualquer um. Sempre que passa na Sessão da Tarde, na Fox ou assisto em DVD, reforço as lições que essa história transmite. Ainda sou uma criança no mercado de trabalho, mas o que aprendi durante esses últimos quatro anos pós entrada na faculdade, me fez perceber algumas coisinhas que vão ser muito úteis nesse futuro que está tão próximo. Pra mim, observar e aprender com terceiros é sempre necessário – mesmo que seja um filme de Sessão da Tarde.
A primeira lição que aprendi com “O Diabo veste Prada” é que aparência importa sim, senhor. Andrea, personagem de Anne Hathaway na película, chega para trabalhar numa revista de moda um tanto quanto longe dos padrões da publicação. É cruel, gente, eu sei, mas sua aparência é o seu cartão de visitas. Cada local de trabalho tem o seu dress code e é importante, sim, que você o siga. Afinal, você representa a sua empresa e a imagem que quer passar não é de uma pessoa desleixada e pouco comprometida com o seu trabalho, certo?
Outro ponto importante: conheça o local em que quer trabalhar. Quem já assistiu o filme sabe que a Andrea entra na Runway sem ao menos saber o que é a revista. Todas as vezes que fui fazer entrevistas de estágios, meu pai falava: filha, leia bastante sobre a empresa que você quer fazer parte. Não seja ignorante, tá? E isso é certo demais, gente. Como querer trabalhar num local que você nem sabe de qual segmento faz parte? Não dá!
Não desistir no primeiro obstáculo também é algo a se aprender com o filme. Miranda, interpretada por uma maravilhosidade humana chamada Meryl Streep, é uma chefe rígida (eleve essa palavra à décima potência, sério) e Andrea passou por maus bocados quando começou a trabalhar com ela. Se a personagem desistiu? Não! Tentou dar o seu máximo ao invés de cair nos muitos momentos em que pensou em largar o emprego. 
Outro ponto interessante para a vida: mantenha uma boa rede de contatos. Numa das tarefas quase impossíveis que Miranda delega à Andrea, a garota ficou perdida, mas se lembrou de uma pessoa que conheceu numa festa e que pôde ajudá-la a cumprir a ordem da chefe. Por isso, sempre ouço (e vivo muito disso na prática): quem tem contato, tem tudo nessa vida! 
Mais uma coisa: construir uma carreira é igual subir uma escada. Acontece de degrau em degrau. Se eu tenho um emprego dos sonhos? Claro que tenho, mas ainda não passei nem perto dele! Pouquíssimas pessoas começam no topo. É em pequenos passos que a gente vai fazendo o nosso caminho. Começando de muito baixo, às vezes. E se você deve desvalorizar isso? Nunca! Se for pra servir café, que você faça o melhor café do mundo. Independentemente do emprego, é preciso se doar, fazer tudo com o máximo de competência. É isso que vai fazer com que você seja sempre lembrado! 
Andrea: “My personal life is falling apart.”
Nigel: “That’s what happens when you start doing well at work. Let me know when your entire life goes up in smoke: 
then it’s time for a promotion.”
Neste ano eu precisei abrir mão de muita coisa por causa de trabalho. E é muito difícil explicar para as pessoas que você vai deixar de ir àquela festa incrível porque precisa virar a noite escrevendo, lendo, pesquisando etc e etc. Algumas entendem. Outras não. Andrea passou por essa mesma situação no filme. Ela, assim como eu, colocou o trabalho à frente, focou em sua carreira e acabou perdendo muitas pessoas, como amigos e namorado. Se ela estava errada, sinceramente, acho que não. Era aquele momento que ela precisava focar sua vida no trabalho. O mundo é feito do timing, ou, como diz minha avó, o cavalo da oportunidade passa uma vez só e, se você perdê-lo, até passar outro, ah, é muito tempo. 
Colocando minha experiência pessoal no post, sobre este assunto, alguns amigos entendem, outros não. Eu explico, quem quiser comprar a ideia bem, que não quiser, amém. Sempre fui da filosofia de que a gente abre mão de algumas coisas num dado presente para colher os frutos no futuro. E eu, que nunca tive medo de trabalhar, estou no pé da árvore esperando tais frutos amadurecerem. Quem me apoia vai colhê-los comigo!
Voltando ao longa, quem assiste o filme acha Miranda uma víbora. Ela é o diabo que veste Prada (e muitas outras marcas incríveis). E, óh, ela é a minha personagem favorita por motivos de: respeito! Enxergo Miranda por trás de toda essa casca grossa que ela apresenta. É mulher, está à frente de um negócio milionário, com milhões de pessoas querendo passar a perna nela, é super capacitada, responsável por uma das maiores publicações do país (no filme) e, por isso, tem que impor respeito sim. Se eu a queria como chefe? Por que não? Talvez chegaria chorando em casa todos os dias, mas de uma coisa eu tenho certeza: ela me desafaria, me faria crescer a cada tarefa solicitada! 
E isso me lembra quando minha ex chefe, rainha Daniella Zupo, do programa Agenda, me encarregou de organizar toda uma viagem para o Festival de Cinema de Brasília. Surtei (não na frente dela, é claro!)! Fiquei com medo de não conseguir, de fazer tudo errado, mas me agarrei à confiança que ela tinha em mim, mera estagiária, e tentei fazer o melhor trabalho possível. Os elogios pós cobertura que Dani me fez mostrou que eu consegui organizar a viagem, as entrevistas, hotel… Tudo, do início ao fim. E esse é, com certeza, um dos feitos que tenho mais orgulho na minha (ainda) pequena carreira! 
E, para fechar, tão importante quanto tudo isso que escrevi acima, é preciso também saber a hora de parar. Andy entendeu o momento em que precisou sair do emprego, quando sentiu que aquilo que estava vivendo não era o que queria para o resto da vida. É claro que a gente, na vida real, não deve simplesmente tacar o celular numa fonte e largar o chefe na mão no meio de uma semana de moda em Paris. Mas esse estalo que vem de repente te dizendo que é hora de mudar, subir mais um degrau, é preciso ser levado em conta.
Como disse no início do post, ainda estou começando a entrar nessa vida adulta, mas tudo que vi e ouvi por aí, seja dentro de uma redação ou nos trabalhos feitos em casa, me ensinou alguma coisa que vou levar pra sempre. E quando você aprende mais ainda se divertindo (porque “O Diabo veste Prada” é um filme incrível), é melhor ainda. Que a gente continue assim: tirando coisas boas de qualquer situação, afinal, viver é um eterno aprendizado! 
Imagens: Reprodução/Divulgação

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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