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A Barbie da Zendaya e a importância da representatividade

Já faz um tempo que eu ando de olho na atriz e cantora Zendaya. Desde a época do Oscar deste ano, pra falar bem a verdade, tenho prestado muita atenção nela pelo estilo que carrega. Na mais importante premiação do cinema mundial, ela usou um vestido Vivienne Westwood lindo de viver, mas o que chamou atenção mesmo foi o seu cabelo com dreads. E não foi de uma forma positiva. Zendaya recebeu muitas criticas, a maioria delas pra lá preconceituosas, de anônimos e famosos, como Giuliana Rancic, apresentadora do Fashion Police, que disse que o cabelo deveria cheirar óleo de  patchouli e maconha.
Pois bem, o tão criticado cabelo serviu de inspiração para a boneca mais famosa do mundo, Barbie, que acabou de ganhar uma versão inspirada na Zendaya. Demais, né? A marca já fez diversas inspirações em atrizes, modelos e cantoras, mas o que achei mais legal foi terem escolhido justamente este visual para representar  a moça. Zendaya é uma camaleoa, cada dia está com um cabelo diferente, então, opção era que não faltava para a sua Barbie. Mas foi importante representá-la justamente com os fios que causaram comentários preconceituosos a respeito de sua aparência.

Na legenda: “Quando eu era uma garotinha, eu não conseguia achar uma Barbie parecida comigo. Nossa, como os tempos mudaram. Obrigada, @barbie, por esta honra e por permitir que que eu fizesse parte dessa diversidade e expansão da definição de beleza. Mal posso esperar para continuar fazendo coisas incríveis com vocês” 
Isso que ela escreveu no Instagram é uma realidade pela qual passei na minha infância. Eu tinha VÁRIAS bonecas, mas pergunta se alguma delas parecia comigo? Não, nenhuma! Juro que não lembro de nenhuma boneca negra nas lojas de brinquedos em ia comprar minhas coisinhas. Quer dizer, minto, eu tinha uma Fofolete (que lembra delas?) negra e era a minha favorita, falava que era meu bebê, rs. Mas dessas bonecas famosas, com mil apetrechos diferentes, todas seguiam o mesmo padrão: loira de olhos claros.
O mesmo acontecia com as princesas da Disney. Se eu estava com as minhas amigas, cada uma tinha a sua representante, mas como a marca não tinha criado nenhuma princesa negra, eu brincava sem participar das brincadeiras, sabe como é? Por isso fico feliz que, agora, vejo um pouco mais representatividade negra nas marcas, sabe? E essa ação da Barbie pode ser incluída nessa mudança que, aos poucos, vai incluindo quem não está dentro do padrão ditado pela sociedade. Senti muito a felicidade da Zendaya ao ler a legenda dessa foto. 
Não sei se a boneca vai ser comercializada para o grande público, acredito que não, mas eu gostaria de ter uma. Ficou tão bonita e parecida com a cantora, né? Prezo por ações assim! E o recado da Mattel para ela que diz “Estamos animados em homenagear Zendaya com essa boneca única, pois ela encoraja garotas levantarem suas vozes  e a #SerSuper”, pode ser para todas nós, mesmo que não tenhamos nossas próprias bonecas. 
Imagens: Reprodução/Divulgação
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Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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