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#1filmeporsemana: Bling Ring – A gangue de Hollywood

Essa resenha/crítica é dois em um: vou falar sobre o livro e o filme Bling Ring – A gangue de Hollywood. Falei há um tempinho para vocês que a editora Intrínseca tinha me enviado o livro de presente e coincidiu de eu terminar a leitura na semana de estreia do filme. Aproveitei para matar a curiosidade e fui conferir a adaptação da história para o cinema. 
Falando sobre o livro, eu gostei muito, mas muito mesmo do que li. Como futura jornalista, quero ser igual a Nancy Jo Sales na hora de relatar as histórias que conheço. Comecei a ler o livro achando que seria uma história contada pelo ponto de vista dos personagens, mas gostei que não tenha sido assim. Mergulhar num mundo insano de adolescentes fúteis e loucos por meio dos olhos deles ia ser um tanto quanto assustador.
A cada relato da jornalista sobre os roubos à casas de famosos como Orlando Bloom, Paris Hilton e Rachel Bilson eu ficava pensando: meu Deus, as pessoas são realmente muito insanas! E pior ainda era ver como os adolescentes da Bling Ring achavam aquilo certo, algo de que tinham que ser orgulhar. O mundo é realmente um lugar onde ter é melhor do ser, né? A ganancia deles, o desespero por dinheiro, roupas de marcas e jóias é assustador.

E o pior é que eles não queriam qualquer roupa. Queriam a roupa que as famosas usam. A autora destaca a todo momento a expressão “estilo de vida” usada pelos jovens. Não é a roupa que eles estão vestindo, e sim a história, o estilo, a vida que elas carregam. Usar algo com a marca estampada igualzinho a da famosa no tapete vermelho é o que realmente importa. E, sério, vocês percebem como isso é real e preocupante?

Aí, a adaptação para o cinema segue a história de Nancy Jo Sales, mas sem o formato de reportagem, que pode ser super considerado maçante para quem não gosta/está acostumado, com um toque de humor bem bacaninha e atuações incríveis dos atores principais. Antes de ver o filme e durante a leitura do livro eu procurei vídeos dos membros verdadeiros da Bling Ring para conhecer a postura dessas pessoas. Os atores que os interpretaram também fizeram isso, é óbvio, porque representaram fielmente a cabecinha vazia e desregulada dos adolescentes da gangue.
O filme é bem legal e reflexivo. O livro é mais, claro, porque tem muitos detalhes, mas mesmo assim dá para ficar pensando um tempão depois de sair do cinema. Como postei no meu Facebook, é bem assustador perceber o que quão insanas as pessoas podem ficar quando desejam algo. Mais assustador ainda é essa busca incansável pela fama, o desejo de estar acima dos outros e, mais do que isso, de causar inveja em quem não é como você. 
Novamente, bato na tecla do ter é melhor que ser. As coisas não deveriam ser assim, né? Os adolescentes da Bling Ring atingiram um nível doentio, mas todo mundo, sem exceção, tem vontade de se parecer com alguém que admira, de ter algo que todos desejam, algo considerável bacana pelos os outros. É claro, não é todo que se arrisca a sair por aí  invadindo casas de famosos e desejando o estilo de vida deles, mas que todos nos cobiçamos um pouco de suas regalias, isso inegável. 
Trazendo a história de Bling Ring para a vida real, vemos pessoas se endividando para comprar o celular do ano, se matando pela tendência de moda do momento, entrando em cirurgias plásticas desnecessárias, fazendo cosplay da blogueiras (Sim, blogueiras. Porque agora, querendo ou não elas (nós) influenciam (influenciamos) mais do que muitas famosas por aí!) sem entender o que está estão vestindo, enfim, n exemplos. Tudo para estar em alta, consumindo um estilo de vida e algo que é considerável atraente pelos outros.
Em tempo, leiam este texto na coluna do escritor Contardo Calligaris na Folha de São Paulo. Ele fala justamente de futilidade, da inveja que queremos causar nos outros e como Bling Ring é o retrato perfeito disso. Recomendo demais a leitura do livro e também a ida ao cinema para conferir o filme. 😉

Imagens: Reprodução/Divulgação

Karla Lopes

Karla Lopes tem 29 anos, é de Belo Horizonte, empresária, jornalista e criadora de conteúdo atuando há 12 anos na internet. Além disso, é a criadora da Lunnare Co., marca de autocuidado holístico que trabalha a magia das ervas. Por aqui, vocês vão encontrar conteúdos autorais de comportamento, bem estar, espiritualidade e beleza. Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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