Search here...
TOP
Uncategorized

“Relacionamentos” abusivos também existem em amizades

Quando a gente fala sobre
relacionamentos abusivos, vem logo a nossa cabeça casais que se agridem, certo?
Certo, porém, este não o único tipo de relação que pode ter um comportamento
tirano de uma das partes. E não é somente agressões físicas que caracterizam um
abuso. A psicológica também é perigosa. Isso acontece na família, no trabalho
e, principalmente, nas amizades. A gente pode não perceber, mas acontece – com mais
frequência que imaginamos.
Não sou nenhum instituto de
pesquisa, mas imagino que pelo uma pessoa já passou uma amizade abusiva. É
difícil identificá-las como tal, mas são pequenas grandes atitudes que, ao
pensar bem, são excessivas. Por mais que você ame o tal amigo, algumas coisas
que ele faz, com certeza, te incomodam. 
Não é chato quando você vai
contar algo e ele parece que faz questão de te colocar baixo? Muitas vezes ele
crítica como se você estivesse cometendo um crime, mas não, é só um novo projeto
que quer começar na vida, por exemplo. Isso é um relacionamento abusivo. Se
quando você for comemorar uma conquista e ele fizer questão de te diminuir por
isso exaltando a si mesmo, é outro comportamento abusivo. Vejo muito isso
quando as duas partes têm a mesma profissão! Parece que não quer te ver em
melhor que ele, sabe?
Também é abuso quando numa
discussão ele começa a se fazer de vítima ou mudar o foco da conversa com
críticas em cima de você. Essa é uma maneira dele te manipular para que saia
como correto da história e você com uma culpa que não sabe nem de onde veio. E se
você tentar discutir, tentar entrar na dele, ele vai te humilhar (e muito).
Então, nesses casos, talvez você saia mudo e calado, não é? Pois é…
Tem também aquelas situações em
que seu amigo faz questão de ser o centro das atenções. E, muitas vezes, ele
faz isso te diminuindo, te excluindo das conversas, querendo falar mais dele do
que de qualquer outra coisa, não te incluindo nos assuntos… Pode ser sem
perceber, mas pode ser também que seja algo recorrente. Ta aí mais um tipo de
abuso. 
É difícil identificar essas
situações porque a pessoa é sua amiga. Ela é divertida, boa para sentar num
bar, mas basta você dizer algo que ela não concorda que toda a alegria vira um
inferno na certa. E você acaba cedendo, não é? Você cede porque é exaustivo
discutir com alguém que quer sempre ser o correto da história e, de quebra, que
vai te criticar de uma forma abusiva sem que você mereça.  Não que as pessoas sejam isentas de apontamentos. Longe disso. Elas não são. Mas as boas conversas, conselhos e críticas saudáveis precisam ter uma parcela maior na amizade que o contrário, certo?
A diversão é válida, mas você
também é. É sempre triste se afastar de um amigo, mas se ele está te fazendo
mais mal que bem, pra que mantê-lo na sua vida? Como manter uma amizade em que
você não pode falar sobre suas conquistas, seus projetos, amores e desamores,
entre outros assuntos em uma relação de confiança, sem que você ganhe grosseria
gratuita? É impossível. E ouvir calado para evitar conflitos é muito ruim. Não
faz bem! Você dorme engasgado com o que não disse e tá para nascer frustração
maior que essa. 
Se você se identificou com este
texto, mas do outro lado da moeda, do abusador, pense bem no que está fazendo.
Pense no que te faz criticar e querer brigar tanto por nada. É sua autoestima
que está baixa e para isso você precisa se afirmar o tempo todo diminuindo o
outro? As conquistas do seu amigo te incomodam tanto que você precisa
menosprezá-las? Fazer algo novo é o que você quer, mas não consegue, e por isso
precisa questionar a personalidade de quem gosta de tentativas e novidades na
vida? O seu amigo compartilhar a felicidade que o cerca é ruim para o seu ego
ferido? Pensa bem… 
E, no mais, se você ainda achar que está certo (e querer
discutir comigo até eu desistir e deixar você achar que está certo), tudo bem.
Se afaste das pessoas que você só critica por nada. Pra que manter uma amizade
com quem te incomoda tanto, certo? Afaste-se também! Só pense que, no final das
contas, não é quem te causa incomodo que vai terminar a vida sozinho.

Karla Lopes

Karla Lopes tem 27 anos, é de Belo Horizonte, blogueira e jornalista trabalhando há 10 anos com produção de conteúdo para a Internet. Além disso, aventura-se com produção de cerâmicas feitas à mão (que são vendidos na minha loja: www.heycutestore.com). Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

«

»

Leave a Comment

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *