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É tendência? Tudo bem, deixa ser!

Este post nasceu lá no Facebook. Camis, do Sim, Senhorita, postou um desabafo sobre as tendências de moda e a “obrigação em usá-las” que vemos por aí, eu levei a ideia para o grupo do blog e ficamos um bom tempo discutindo a ditadura da moda e todas as regras que ela carrega. Mesmo que hoje muita gente, inclusive eu, pregue o tempo todo que moda não tem nada a ver com o fato de você estar usando ou não o que é visto nas passarelas, o “modo de usar” ainda é bem pregado por aí.
A gente, que trabalha com moda, todo dia se depara com o item da temporada, com o que vai fazer sucesso durante um tempo. E, sim, escrevemos sobre isso porque, para o meio, é uma informação relevante. Eu adoro falar sobre tendências, não vou deixar de noticiá-las, mas longe de mim ser uma dependente delas ao abrir o meu guarda roupa. Ao contrário do que vemos em várias revistas e blogs, tal item não é um “must have“, o “tem que ter”. É tendência? Que bom, deixa ser.

Como disse lá no grupo do HC, o que faz tudo isso causar um pouco de antipatia, é a saturação de certas peças que fazem um sucesso absurdo durante um tempo. Por exemplo, eu achei o tal short origami bonitinho logo quando ele surgiu, mas aí, vi em tanto lugar, em tantas pessoas, que ele me perdeu pelo cansaço. Só que, né, comerciante não é bobo. É a lei da oferta e da procura. Se tem muita gente usando, se a coisa está em alta, é claro que eles vão querer abarrotar os seus estoques com tal roupa – vide as calças listradas! 

É super válido dizer que existe uma ditadura na moda, um manual de regrinhas sobre como usar, mas creio que ele só levado à sério por quem, de fato, aceita ser domado. Volto a dizer: a gente, que trabalha com isso, apresenta o que está ou não em alta, mas, igual disse ao final do post sobre o que fez sucesso em 2013 e a gente não quer ver em 2014: quem faz a sua moda é você. Na verdade, tenho um pouco de dó dessas pessoas que ficam presas às regrinhas das tendências. Elas estão aí, mas a gente usa se quiser. É assim que eu encaro a moda. Tal coisa está em alta? Ok, deixa estar. Caso eu queria usar, tudo bem. Se não, amém. E não vou me condenar por isso. 
Falo sim o que acho feio da mesma forma que expresso a minha opinião sobre aquilo que me agrada. É questão de gosto. Criticar todo mundo critica, cabe a você se preocupar com isso ou não. Eu critico e sou criticada, mas óh, continuo usando o que quero e sendo feliz! Calça listrada é feia? É, eu acho. Todo mundo acha? Pode ser. Mas você que usa, adora? Tudo bem, seja feliz e isso aí. Quer um segredinho para adorar a moda e todas as suas possibilidades de criação e representação: não a leve tão à sério. 😉

Karla Lopes

Karla Lopes tem 27 anos, é de Belo Horizonte, blogueira e jornalista trabalhando há 10 anos com produção de conteúdo para a Internet. Além disso, aventura-se com produção de cerâmicas feitas à mão (que são vendidos na minha loja: www.heycutestore.com). Tem experiência com comunicação criativa, textos de comportamento, produção de moda e cultura e também criação e edição de vídeos para a web.

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